Presidente da Colômbia atribui ilegalmente soberania sobre Colinas de Golã sírias a Israel
“Dada a persistente instabilidade regional no Oriente Médio e considerando a importância estratégica das Colinas de Golã para a segurança de Israel, o Governo da Colômbia reconhece a soberania israelense sobre este território”, afirma a nota da chancelaria, que também alega que o controle do planalto “constitui um componente essencial” da defesa nacional israelense.
#Atención | Colombia reconoce la soberanía de Israel sobre los Altos del Golán. pic.twitter.com/D7dDZ6lxzy
De la Espriella assumiu a Presidência na última sexta-feira (07/08) , em Cali, em uma cerimônia que contou com a presença do chanceler israelense Gideon Sa’ar. A recente decisão, três dias após a posse, se deu depois que um terremoto de magnitude 7.4 atingiu a região oeste do país , deixando pelo menos 132 mortos.
O presidente colombiano retomou as relações diplomáticas com Tel Aviv, suspensas em maio de 2024 pelo então presidente Gustavo Petro, do Pacto Histórico, como resultado do genocídio na Faixa de Gaza. Ele apoiou a tese de que Israel “enfrentou desafios persistentes e existenciais de segurança ao longo de suas fronteiras”, discurso que alimenta o projeto de ocupação sionista e legitima as atrocidades como as que comete contra a Palestina.
“Por décadas, Israel enfrentou desafios persistentes e existenciais de segurança ao longo de suas fronteiras. Essas ameaças se intensificaram significativamente nos últimos anos, culminando nos horríveis ataques terroristas de 7 de outubro, que destacaram a gravidade e a natureza mutável dos perigos enfrentados pelo povo israelense”, disse a pasta.
O governo da Colômbia, do presidente de extrema direita Abelardo de la Espriella, atribuiu a soberania sobre as Colinas de Golã ao Estado de Israel X/@gidonsaar
Pela plataforma X, Sa’ar agradeceu a decisão tomada por De la Espriella.
“Com isso, o presidente da Colômbia demonstrou, em uma de suas primeiras decisões no cargo, sua liderança, seus valores e seu compromisso com Israel e a segurança de Israel”, disse ele. “Israel é um país pequeno sem profundidade estratégica. Ter fronteiras defensáveis é essencial para Israel a fim de garantir a existência do povo judeu em sua pátria histórica”.
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