México prende 12 por extorsões no setor abacateiro após veto comercial dos EUA
O México informou, nesta terça-feira (11), a prisão de 12 pessoas acusadas de extorquir produtores e comerciantes de abacate, após os Estados Unidos terem suspendido temporariamente as importações da fruta devido à violência nas zonas de produção.
As prisões ocorreram no estado de Michoacán, principal região produtora de abacate no México e onde vários grupos criminosos disputam o controle das rotas do narcotráfico.
Washington suspendeu as importações na semana passada por dois dias e as retomou parcialmente na sexta-feira, depois que o México se comprometeu a reforçar a segurança dos inspetores do abacate destinado aos Estados Unidos.
O governo mantém 8.000 soldados mobilizados em Michoacán, além de outros 1.500 agentes especificamente dedicados a garantir a segurança do setor do abacate, segundo o secretário de Defesa, Ricardo Trevilla.
Um dos detidos está ligado a uma célula do cartel dos Cavaleiros Templários, detalhou o secretário de Segurança, Omar García Harfuch.
Essa organização mantém uma disputa com o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) pelo controle de algumas regiões de Michoacán.
Os detidos são acusados de "extorquir produtores, comerciantes, transportadores e empacotadores dos setores de abacate, pecuário e de carnes", acrescentou Harfuch.
Trevilla afirmou que o deslocamento militar prevê bases de operação em 17 empresas de embalagens e o acompanhamento dos inspetores.
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