O dinheiro dos outros
Em junho ocorreu a maior oferta inicial de venda de ações (IPO) da história: a Space X captou 85 bilhões de dólares – incluída a opção de compra pelos bancos responsáveis pela oferta (o chamado greenshoe).
Desde então, a cotação das ações tem enfrentado grande volatilidade: lançadas a US$ 135, atingiram a máxima de US$ 225 pouco depois, mas fecharam em US$ 113 na última sexta-feira.
A oscilação terá gerado ganhos ou perdas relevantes para investidores, mas não afetará a gestão da companhia.
O poder de voto de Elon Musk (cerca de 85%) é desproporcional à sua participação no capital (cerca de 42%).
Além disso, os conselheiros de administração são por ele livremente indicados, e a possibilidade de discussão judicial das decisões da administração está submetida a requisitos bastante restritos.
Em outras palavras, o modelo da Space X confere a Musk amplos poderes, prestigiando o acionista controlador e os administradores por ele escolhidos.
O modelo, que depende da confiança dos investidores – cientes das condições, claramente divulgadas no prospecto do IPO –, protege a gestão da companhia de pressões de curto prazo do mercado.
O IPO da Space X impõe reflexões quanto ao nosso mercado de capitais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.