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‘Gêmeo digital’ do tórax simula aplicação de luz para tratamento de pneumonias

Agência FAPESP ·
‘Gêmeo digital’ do tórax simula aplicação de luz para tratamento de pneumonias

Terapia baseada em luz aplicada em pulmão para transplante; no tratamento de pneumonia, o mesmo tipo de fonte emissora de luz pode ser utilizado ( imagem: Cristina Kurachi )

Modelo computacional prevê o caminho da radiação luminosa no corpo para adequar terapias não invasivas à anatomia de cada paciente

Modelo computacional prevê o caminho da radiação luminosa no corpo para adequar terapias não invasivas à anatomia de cada paciente

Terapia baseada em luz aplicada em pulmão para transplante; no tratamento de pneumonia, o mesmo tipo de fonte emissora de luz pode ser utilizado ( imagem: Cristina Kurachi )

José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e colaboradores internacionais criaram um modelo computacional capaz de gerar um “gêmeo digital” do tórax humano com o objetivo de personalizar o tratamento de doenças respiratórias usando um tipo especial de luz. A nova tecnologia, descrita em artigo publicado ontem (10/08) na PNAS , a revista da Academia de Ciências dos Estados Unidos, usa exames de tomografia para prever o caminho que a radiação luminosa fará por dentro do corpo, permitindo calcular a dose exata necessária para combater infecções e inflamações diretamente nos pulmões, apenas iluminando a pessoa pelo lado de fora.

Terapias baseadas em luz vêm sendo empregadas para tratar inflamações ou infecções em diferentes órgãos. As principais abordagens são a terapia fotodinâmica, na qual a luz ativa uma substância fotossensível que, na presença de oxigênio, gera espécies reativas capazes de destruir microrganismos; e a fotobiomodulação, que utiliza luz de baixa intensidade para modular processos celulares e respostas inflamatórias. No caso dos pulmões, porém, o uso dessas técnicas enfrenta uma grande dificuldade: para alcançar o órgão de forma não invasiva, a luz aplicada externamente precisa atravessar pele, gordura, músculos, ossos e outros tecidos do tórax, sofrendo absorção e espalhamento ao longo do percurso.

Assim, a mesma quantidade de luz aplicada sobre o tórax de duas pessoas pode produzir efeitos muito diferentes no interior de seus pulmões.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.

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