De La Espriella reforça guinada à direita na América Latina e aproxima Colômbia dos EUA
Reportagem De La Espriella reforça guinada à direita na América Latina e aproxima Colômbia dos EUA Publicado em: 11/08/2026 - 19:04
Ouvir - 04:54 A chegada de Abelardo De La Espriella à presidência da Colômbia reforça a guinada à direita na América Latina e a crescente influência dos Estados Unidos na região. Em seu discurso de posse, na última sexta-feira (7), em uma base militar em Cali, no sudoeste do país, o novo presidente sinalizou a intenção de estreitar as relações com Washington e alinhar sua política de segurança às prioridades dos Estados Unidos.
No fim de semana, De La Espriella ordenou operações militares em várias regiões do país contra dissidências das Farc e o Clã do Golfo, marcando o início de uma estratégia de combate frontal aos grupos armados. As ações conduzidas pela Força Pública resultaram em mortes, prisões e na apreensão de armas e material de inteligência.
Durante a posse , o presidente afirmou que um dos primeiros atos de seu governo seria aderir ao "Escudo das Américas", para "fortalecer a ação conjunta das nações livres diante das ameaças que afetam a segurança regional". A declaração foi feita diante de centenas de militares perfilados em posição de sentido.
A organização, que reúne países liderados por políticos de direita alinhados a Washington, foi criada em março deste ano pelo governo de Donald Trump com o objetivo de estabelecer uma cooperação militar no continente americano.
Os Estados Unidos, por sua vez, anunciaram a intenção de enviar a Colômbia uma ajuda financeira de US$ 1 bilhão “como parte de um pacote de segurança para apoiar o governo do Presidente De La Espriella na conquista de objetivos comuns”, de acordo com um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado no dia da posse do novo dirigente sul-americano.
Para Vladimir Rouvinski, professor de relações internacionais da Universidade Icesi, em Cali, a nova configuração da relação entre os dois países guarda semelhanças com uma experiência do passado.
“O que nós provavelmente veremos é uma espécie de Plano Colômbia 2.0. O Plano Colômbia inicial buscava, em várias frentes, enfrentar a questão do narcotráfico na Colômbia a partir do fortalecimento das Forças Armadas colombianas.”
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