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Em “CUMULONIMBUS”, Rashid provoca o rap a repensar os caminhos que o trouxeram até aqui

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Em “CUMULONIMBUS”, Rashid provoca o rap a repensar os caminhos que o trouxeram até aqui

Foto: Renato Nascimento O rap brasileiro venceu.

Ocupou festivais, chegou ao topo das plataformas, atravessou fronteiras estéticas e transformou artistas periféricos em alguns dos nomes mais ouvidos do país.

Aquilo que durante décadas precisou disputar espaço para existir hoje movimenta números, marcas, grandes palcos e uma indústria própria.

Mas toda vitória também permite uma pergunta: o que se perde quando aquilo que nasceu como contracultura passa a fazer parte do centro da cultura? É olhando para essa contradição que o rapper Rashid constrói CUMULONIMBUS , seu novo álbum de estúdio.

Ao longo de 15 faixas, o artista da Zona Norte de São Paulo não tenta negar as conquistas comerciais do gênero e tampouco propõe uma volta romantizada ao passado.

Seu movimento é outro: retornar aos fundamentos para questionar se, durante o caminho até o topo, o rap não começou a deixar para trás justamente algumas das características responsáveis por levá-lo até lá.

Em entrevista exclusiva para o TMDQA! , ele explicou: É uma reflexão sobre as coisas que são cruciais para o Rashid, para o rap.

Essas coisas estão ficando em detrimento diante das demandas de mercado.

A gente foi para um lugar onde tudo tem um padrão, desde o sorriso ao carro da pessoa.

O mais que pegou pra construir esse disco é que o rap entrou num padrão, como se fôssemos artistas pop que fazem rap”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tenhomaisdiscosqueamigos.com — o conteúdo pertence a Tenho Mais Discos Que Amigos.

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